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O médico inicia a consulta a uma mulher com um bebê nos braços, que diz: “Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Meu bebê ainda não completou um ano de vida e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo; eu tinha planejado uma diferença de idade entre eles de, no mÃnimo, três anos…â€.
O médico, então, perguntou: “Muito bem. E o quê a senhora quer que eu faça?â€. A mulher, já esperançosa, respondeu: “Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajudaâ€. O médico permaneceu em silêncio por alguns segundos e, após raciocinar sobre a questão, disse à mulher: “Eu tenho um método muito mais seguro e lógico para solucionar o seu problema. E, além do mais, não promoverá nenhum perigo para a sua saúde ou integridadeâ€.
A mulher sorriu, já acreditando que o médico praticaria o aborto que ela pedira. E ele, continuando, completou: “A minha sugestão é a seguinte: para preservar a sua saúde e integridade, além de eliminar completamente o risco de morte, vamos matar esse bebê que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar um bebê, não existe para mim nenhuma diferença entre esse que a senhora tem nos braços, ou o que está ainda em gestação. Mesmo porque matar esse é muito mais fácil e seguro, pois a senhora não correrá nenhum riscoâ€.
A mulher, apavorada, esbravejou: “Não, doutor! Que horror! Matar uma criança é crime!â€. O médico sorriu e disse: “Pois é, a senhora está coberta de razão: matar um bebê é crime! Parece que a minha sugestão está atingindo o objetivo que eu esperavaâ€. Assim, aquele médico convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar uma criança já nascida ou matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno. O crime é exatamente o mesmo, tanto perante os homens, quanto perante Deus.
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by o Velho
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Era o ano de 1900. Durante um seminário que ocorria na Academia das Ciências de Berlin, com a presença de alunos, diretores e reitores de várias Universidades, além de diversas autoridades, um professor da Universidade de Berlim desafiou os assistentes, a maioria seus próprios alunos, com esta pergunta: “Deus criou tudo o que existe?”. Um aluno respondeu, valentemente: “Sim, Ele criou!â€. O professor, insistindo, tornou a perguntar: “Deus criou tudo?â€. “Sim, senhorâ€, respondeu o jovem. O professor então argumentou: “Se Deus criou tudo, então Deus criou o mal, certo? Pois o mal existe e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”.
O jovem ficou calado diante desse argumento, sem conseguir pensar numa resposta, e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito. Outro estudante levantou a mão, pedindo a palavra: “Posso fazer uma pergunta, professor?â€. “Claro que sim!â€, foi a resposta do professor. O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?â€. O professor, pasmo, respondeu um tanto rÃspido: “Que pergunta é essa? Lógico que existe! Ou, por acaso, você nunca sentiu frio?â€. O rapaz, sem se abalar, respondeu: “De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da FÃsica, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetÃvel de estudo quando possui ou transmite energia, e é o calor que faz com que esse corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor; todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.”
O professor permaneceu calado, incapaz de discordar dessa linha de raciocÃnio, mesmo porque a explicação do aluno era absolutamente correta. Continuando, o aluno perguntou: “E a escuridão, existe, professor?â€. Já prevendo outra dissertação tão brilhante quanto a anterior, o professor respondeu: “Sim, existeâ€. O estudante disse, então: “O senhor novamente comete um erro, professor. A escuridão também não existe. A escuridão é, na realidade, a ausência de luz. Podemos estudar a luz; a escuridão, não! Com o Prisma de Nichols temos a possibilidade de decompor a luz branca nas várias cores que a compõem, com seus diferentes espectros de onda. Porém, não podemos fazer o mesmo com a escuridão! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfÃcie onde termina esse raio de luz. Como podemos determinar o quão escuro está um determinado espaço? Com base na quantidade de luz ali presente, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presenteâ€.
Animado pela atenção que despertou nos professores, alunos e platéia presentes no Seminário, o jovem tornou a perguntar ao professor: “Senhor, o mal existe?â€. Surpreso, o professor respondeu: “Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo! Essas coisas são o mal!â€. E o estudante respondeu: “O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luzâ€.
Naquele Seminário, que aconteceu em outubro de 1900, esse jovem aluno foi incrivelmente ovacionado e aplaudido de pé, enquanto o professor apenas balançava a cabeça em sinal de aprovação, permanecendo calado. O diretor daquela Academia, impressionado pelo que assistiu, dirigiu-se ao aluno, perguntando qual era seu nome. E o jovem aluno se apresentou: “Meu nome é Albert Einsteinâ€.
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by o Velho
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Hoje, eu nasci. Tão frágil, tão pequenino, quase pelado… Minha mamãe, com seu corpo, seus pelos longos e sua lÃngua, me protege e acaricia, carinhosa. E assim, vou me sentindo cada vez mais feliz e confortável.
Hoje estou completando uma semana de vida. Estou muito feliz por ter chegado são e salvo a este mundo! Minha mamãe cuida de mim sem parar. Às vezes, deixa até de comer ou beber água, para ficar me carinhando, me lambendo…
Estou completando um mês de idade! Assim como meus irmãos, eu sou sapeca e alegre, pois a mamãe cuida tão bem de nós!
Estou com dois meses de idade, e hoje aconteceu uma coisa que me assustou muito: me pegaram e levaram para longe da minha mamãe. Olhei para ela, assustado; ela estava inquieta. Mas eu pude perceber o seu olhar que me desejava sorte e dizia adeus. Fui levado por algumas pessoas, que diziam que agora eu tinha uma nova casa e outra famÃlia. Espero que a minha nova famÃlia goste de mim e me trate tão bem, como a minha mamãe tratava!
Hoje estou completando quatro meses de idade. Cresci rápido, e tudo me chama a atenção. Há várias crianças na minha nova casa. São como irmãozinhos para mim! Estamos sempre brincando, eles puxam o meu rabo e eu mordo, mas sem machucar, claro! É só bricadeira e muito carinho!
Estou com cinco meses. Hoje levei a maior bronca! A minha nova mamãe ficou aborrecida comigo, porque eu fiz pipi dentro de casa. Fiquei muito triste e assustado; nunca ninguém me ensinou onde eu podia fazer pipi… Além disso, eu durmo na área de entrada; eu estava tão aflitinho, que não deu para aguentar…
Ontem fiz oito meses de idade, e sou o cachorro mais feliz do mundo! Tenho o calor de um lar, sinto-me tão seguro, tão protegido… Acho que a minha famÃlia humana me ama e permite que eu faça muitas coisas! O quintal é todinho meu e, muitas vezes, eu me entusiasmo e esburaco toda a terra, do mesmo jeito que os meus antepassados, os lobos, quando escondiam a comida. A minha mamãe e o meu papai nunca me ensinam nada; acho que estou fazendo tudo certo!
Hoje fiz um ano de idade! Iupiii, sou um cachorro adulto! Os meus pais dizem que cresci mais do que eles esperavam. Puxa, devem estar muito orgulhosos de mim!
Estou com quatorze meses de idade, e hoje aconteceu uma coisa que me deixou triste: meu papai me prendeu numa corrente, no fundo do quintal. Mas a corrente é muito pequena e eu quase não consigo me movimentar. Mal dá para procurar um raio de sol ou uma sombrinha, se o calor estiver muito forte. Meus pais disseram que vão ficar de olho em mim e que sou um ingrato. Eu não entendo o que aconteceu, o que foi que eu fiz… Será que foi por causa daquele vaso que eu derrubei? Não faço idéia do que está acontecendo…
Completei dezoito meses de idade e nada é mais como era antes. Moro sozinho no fundo do quintal, sempre preso nesta corrente curtinha … A minha famÃlia não gosta mais de mim. De vez em quando, até se esquecem de que tenho fome e sede. E quando chove, não tenho um teto para me esconder…
Estou com vinte meses de idade, e hoje estou muito feliz! Minha famÃlia me soltou da corrente; tenho certeza de que me perdoaram! Fiquei tão contente que pulei de alegria. O meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão me levar para passear com eles! De carro! Anda pra cá, vira pra lá, e chegamos numa estrada no meio do mato. De repente, meu pai parou o carro, abriu a porte e eu desci, muito feliz, pois tinha certeza de que Ãamos passar o dia em famÃlia, no campo. Não entendi por que fecharam a porta e foram embora, sem mim…
“Papai, mamãe, esperem!â€, lati até quase perder a voz. “Vocês esqueceram de mim…â€. Corri com todas as minhas forças atrás do carro. A minha angústia e medo cresciam, ao perceber que não paravam e que eu estava perdendo o fôlego. Esqueceram-se mesmo de mim… Como isso foi acontecer? Procurei, em vão, encontrar o caminho de volta para casa. Droga, bem que eu poderia ter prestado atenção no caminho… Mas eu estava tão feliz!
Estou me sentindo arrasado. Não tenho mais para onde ir e fico andando, andando, sem rumo. No caminho, existem pessoas de bom coração, que me olham com tristeza e me dão alguma coisa para comer. Agradeço com o meu olhar, do fundo da minha alma. Quem me dera que alguma delas me levasse para casa… Eu seria o cachorro mais leal do mundo. Mas elas apenas murmuram: “Coitadinho! Deve ter-se perdido!â€
Hoje passei perto de uma escola e vi muitos jovens e crianças que me lembraram os irmãozinhos que eu tinha, na famÃlia que esqueceu de mim. Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me atirou pedras só para ver quem tinha “melhor pontariaâ€. Uma dessas pedras atingiu o meu olho esquerdo, e e desde então não enxergo mais com ele.
Hoje fiz dois anos de idade. Como as coisas mudaram… Parece mentira! Quando eu era mais bonito, as pessoas tinham compaixão de mim. Agora estou muito fraco, o meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me expulsam com um pau ou uma vassoura quando tento deitar-me um pouco à sombra. Quase não consigo me mexer. Hoje de manhã, quando me preparava para atravessar a rua, fui atropelado por um carro. Eu ainda estava num lugar que as pessoas chamam de calçada e dizem que é seguro, e nunca mais vou esquecer o olhar de satisfação do motorista, que até se vangloriou por me ter acertado. A dor é terrÃvel! É praticamente insuportável! Melhor seria se ele tivesse me matado…
As minhas patas traseiras não me obedecem, não mexem… Com grande dificuldade, me arrastei até um terreno com mato, ali perto. Há dez dias estou aqui, no sol, no frio, na chuva, sem comer. Já não consigo mais me mexer. A dor é insuportável! Sinto-me muito mal. O lugar é úmido e o meu pêlo está caindo todo… Algumas pessoas passam e nem me vêem. Outras dizem apenas: “Não chegue perto!â€
Já não sinto mais tanta dor, não vejo mais a luz, acho que estou desmaiado ou morrendo… Mas algo estranho me dá força para abrir os olhos. A doçura daquela voz me fez reagir: “Pobre cãozinho, olha como te deixaram…â€.  Junto daquela senhora estava um homem de jaléco branco. Começou a tocar em mim, e por fim disse: “Sinto muito, senhora, mas já não há mais nada a fazer. É melhor que pare de sofrerâ€. A gentil senhora, com lágrimas no rosto, concordou. Num esforço extremo, sorri para ela, abanando o rabo, e olhei-a, agradecendo por me ajudar a descansar. Quase não senti a picada da injecção e dormi, agora para sempre, pensando em por que tive de nascer, se ninguém me queria?…
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by o Velho (em memória a todos os cachorros que já se foram)
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A notÃcia abaixo foi publicada hoje no site Última Instância, de onde “copiei e colei”, descaradamente. No final, alguns comentários meus:
“A PolÃcia Federal prendeu nesta sexta-feira (10/10), em Minas Gerais, o empresário Marcos Valério. A prisão faz parte da operação Avalanche, que desarticulou um grupo de empresários despachantes aduaneiros, advogados e policiais civis e federais que teriam praticado extorsão, fraudes fiscais e corrupção.
O grupo investigado atuava em três núcleos distintos e interligados. O primeiro obtinha informações privilegiadas sobre determinados empresários que apresentavam problemas com o Fisco. Com base nesses dados, praticavam extorsão, exigindo valores em troca de possÃvel solução. O segundo grupo atuava em fraudes fiscais. Contando com a ação de despachantes aduaneiros junto ao Porto de Santos, praticavam importações ilegais por meio de empresas de fachada. O terceiro grupo foi identificado no momento em que uma empresa que havia sido autuada pela Receita Estadual em mais de R$ 100 milhões utilizou-se, como tática de defesa, da desmoralização dos fiscais responsáveis pela autuação através da instauração de inquérito policial com base em fatos inverÃdicos. Os fatos imputados aos fiscais foram ainda amplamente noticiados pela imprensa de Santos e em coluna de repercussão nacional.
Segundo informa a PF, até o momento foram apreendidos mais de R$ 500 mil. O órgão cumpre 17 mandados de prisão (8 preventivas e 9 temporárias) em São Paulo, Minas Gerais e EspÃrito Santo e 33 mandados de busca e apreensão. O grupo responderá pelos crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, quebra de sigilo e divulgação de dados sigilosos”.
Pois é! Mas, será que vale a pena tanto trabalho da PF para, ato contÃnuo, o presidente do STF “conceder” Habeas Corpus aos presos? Sinceramente, se eu fosse diretor da PolÃcia Federal, passava a me preocupar apenas com o contrabando de cigarros do Paraguai…
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by o Velho
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Cotoco era um sujeito triste, muito triste, mas muito triste mesmo. Cotoco não tinha os dois braços e as duas pernas. Os amigos sempre o levavam para passear e se divertir. Um dia, o pessoal resolveu ir à praia. “Já sei! Vamos levar o Cotocoâ€, disse alguém. “É isso! Vamos, Cotoco, a gente vai pra praia e vamos te levar juntoâ€. Cotoco não concordou: “Não, de jeito nenhum! Vocês não vão se divertir se me levarem…â€. Os amigos insistiram: “Que é isso, Cotoco! A gente reveza e cuida de vocêâ€. De tanto insistirem, Cotoco acabou concordando e, chegando à praia, os amigos o colocaram bem na beira da água, no rasinho, e lá ele ficou se divertindo. O pessoal se distraiu e ele foi ficando por lá.
De repente, a maré começou a subir e, enquanto as ondas iam e vinham, ele ia afundando. Cotoco, então, começou a se desesperar. “Socorro! Socorro!â€, gritava Cotoco. Foi aà que um cara, que já tinha tomado todas, o avistou de longe e correu para o resgate. Heróico, o pé de cana pegou Cotoco nos braços e começou a nadar vigorosamente… Em direção ao mar aberto! Quando o pudim de cachaça tinha água na altura do pescoço, lançou Cotoco violentamente para o fundo do mar, gritando: “Vai, tartaruguinha! Vai e seja feliz!â€.
Depois desse trágico e quase fatÃdico “resgateâ€, aconteceu um milagre: Cotoco começou a nadar! Com as orelhas! Cotoco virou uma celebridade. Transformou-se em nadador profissional. Apareceu no Gugu e no Faustão, deu entrevista no Jô Soares e no Ratinho, ganhou destaque no Globo Esporte e foi convidado para ir aos Jogos Para-OlÃmpicos. Chegou o grande dia! Uma equipe contratada começa a prepará-lo e outra, especialmente treinada joga Cotoco na piscina, mas para espanto geral, o pobre Cotoco fica parado no fundo da piscina, obviamente sem se debater, e é retirado à s pressas para a superfÃcie.
Ainda assustado com o grupo de curiosos que se forma a sua volta, Cotoco vai recuperando o fôlego. Todos esperam uma explicação para tamanho fracasso, até que Cotoco consegue finalmente dizer: “Quem foi, arff… quem foi o filho da puta que me… arff… que colocou… arff… essa porra dessa touca?â€.
Depois daquela trágica aventura no mar e da curta, muito curta mesmo, carreira como nadador, o coitado do pobrezinho do Cotoco resolveu fazer um programa que aparentemente não o colocaria em perigo. Eis que ele reuniu seus fiéis amigos e foram a um circo. Transcorria o número do domador de leões, quando o leão escapou da jaula e foi para cima do público. As pessoas começaram a correr de um lado para o outro e os amigos do coitado do pobrezinho do Cotoco, é claro, deram no pé.
Cotoco se debatia nas arquibancadas e se esforçava para sair dali. Alguns, ao verem o coitado do pobrezinho do Cotoco deficiente, gritaram: “Olha o aleijado! Olha o aleijado!â€. E o coitado do pobrezinho do Cotoco se debatendo cada vez mais rapidamente pelas arquibancadas. Aliás, cabe aqui um parêntese: debater, neste caso, corresponde simplesmente a uma figura retórica de linguagem, pois como é público e notório, Cotoco não tinha braços e pernas. Logo, não se debatia, apenas sacudia a cabeça (e as orelhas) para um lado e para o outro… Mas, voltando ao público que fugia: “Olha o aleijado! Olha o aleijado!â€. E Cotoco, já quase sem fôlego e extremamente assustado e irritado, gritou: “Bando de filhos da puta, vão todos se foder! Deixem o leão escolher sozinho!â€.
Depois de todas essas aventuras — e desventuras — Cotoco tomou uma decisão drástica: mandou todos os seus amigos para a puta que os pariu e passou a viver na mais completa e absoluta reclusão. Os únicos contatos que Cotoco tinha com o mundo exterior eram as revistas, jornais e Internet. Foi assim que tomou conhecimento do anúncio da viúva. Ah, eu explico! Certa vez, uma viúva rica e solitária decidiu que precisava de outro homem em sua vida, então colocou um anúncio no Orkut, onde se podia ler: “Sou uma viúva muito rica e procuro por homem para compartilhar vida e fortuna. Esse homem deve atender a três requisitos indispensáveis: 1) Não me bater; 2) Não fugir de mim; e 3) Ser excelente na camaâ€.
Navegando pelo site, Cotoco ficou sabendo que por muitos e muitos meses o telefone da viúva tocou incessantemente, sua campainha não parava um segundo, ela recebeu toneladas de cartas, mas nenhum dos pretendentes se enquadrava nas qualificações. Cotoco decidiu: “Chegou a minha vezâ€. No dia seguinte, a campainha da viúva tocou novamente. Ela abriu a porta e quem estava lá? O Cotoco, sem braços nem pernas, deitado no tapete da porta. Perplexa, ela perguntou: “Quem é você, e o que você quer?â€. “Olá!â€, disse Cotoco. “Sua busca terminou, pois sou o homem dos seus sonhos. Eu não tenho braços, logo não posso te bater. Não tenho pernas, portanto não posso fugir de vocêâ€. “Ah, tá bom!â€, retrucou a viúva, “E o que te faz pensar que é bom de cama?â€. E Cotoco, placidamente respondeu: “Como você acha que toquei a campainha?…â€. Cotoco e a viúva viveram felizes para sempre.
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by o Velho
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Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: um grupo de meninas de 12 anos “beijava†diariamente o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as marcas de batom…
Um dia o diretor juntou o grupo de meninas no banheiro e explicou pacientemente o quanto era complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram. Furioso e aborrecido, o diretor juntou o grupo de meninas no banheiro e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho.
Moral da história: Existem professores e existem educadores. Comunicar é sempre um desafio. Às vezes precisamos usar métodos excêntricos e radicais para alcançar os resultados certos.
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by o Velho
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O julgamento transcorria tenso, com Promotoria e Defesa argumentando ferozmente. O réu, um sujeito de expressão fria e olhar calculista, era acusado de homicÃdio, porém um detalhe técnico impedia o júri de traçar uma opinião concreta e final a seu respeito: apesar da acusação de homicÃdio, a polÃcia, peritos ou investigadores particulares, enfim, ninguém conseguiu encontrar um corpo assassinado que comprovasse definitivamente a morte da vÃtima.
Já na fase final das argumentações, o advogado de defesa surpreendeu a todos no tribunal do júri ao proferir esta frase: “Senhores do júri, meritÃssimo juiz, ilustrÃssimos promotores, vou agora provar definitivamente que o meu cliente é inocente: dentro de sessenta segundos, entrará por aquela porta, caminhando e bem viva, a pessoa de cujo homicÃdio meu cliente está sendo acusadoâ€. De fato, essa afirmação caiu como um iceberg gigantesco sobre todos os presentes, tanto os jurados, quanto promotores, juiz e público da assistência. Todos dirigiram o olhar para a porta apontada pelo advogado de defesa.
Foram os sessenta segundos mais longos da história jurÃdica mundial. Todavia, transcorrido esse tempo, ninguém entrou pela porta. O advogado, triunfante, declarou: “Senhores jurados, meritÃssimo juiz e ilustrÃssimos promotores, como podem perceber, ninguém neste tribunal está, até este momento, definitivamente convencido da culpa de meu cliente. Como puderam constatar, quando sugeri que a vÃtima entraria por aquela porta, todos dirigiram o olhar para ela, na esperança de vê-la de fato adentrar este recinto. Isso, na minha opinião, configura a grande dúvida que ainda existe, sobre a culpa de meu clienteâ€.
Os jurados foram, então convocados para reunirem-se em sala especial e deliberarem sobre o veredicto. Menos de cinco minutos após, retornaram e declararam o resultado ao juiz: “Culpadoâ€. O advogado de defesa quase teve um infarto. Dirigindo-se ao juiz, declarou: “Excelência, com a devida vênia, não estou entendendo mais nada! Até o senhor, quando afirmei que a vÃtima entraria por aquela porta, dirigiu o seu olhar esperançoso para ela! Ficou definitivamente comprovada a dúvida, neste caso…â€. O juiz, com expressão professoral, respondeu: “Sim, doutor, o senhor tem razão. De fato, naqueles sessenta segundos instalou-se neste tribunal uma dúvida concreta. Como o senhor mesmo percebeu, todos nós olhamos para aquela porta. Menos o seu cliente…â€.
Pois é! Não basta ser um advogado brilhante. O cliente tem que cooperar…
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by o Velho (com colaboração de Marcela)
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Havia um menino que queria se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente. Um dia, encheu sua mochila com pastéis e refrigerante e saiu para brincar no parque. Após três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça, olhando os pássaros. O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila e se preparava para tomar um gole de refrigerante, quando percebeu que o velhinho estava com fome. O menino, então, lhe ofereceu um pastel. O velhinho, muito agradecido, aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão maravilhoso, que o menino quis ver de novo; então lhe ofereceu seu refrigerante. Mais uma vez, o velhinho sorriu ao menino.
O menino estava tão feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastéis e bebendo guaraná pelo resto da tarde, sem, no entanto falarem um com o outro. Quando começou escurecer, o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas, antes de sair, ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho. AÃ, o velhinho deu-lhe o mais sublime sorriso que o menino já havia recebido. Quando o menino entrou em casa, sua mãe, surpresa, perguntou, ao ver a felicidade estampada em sua face:
“O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim?â€. Ele respondeu: “Passei a tarde com Deus. Você sabia que Ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi?â€. Ao mesmo tempo, o velhinho, chegando em casa com o mais radiante sorriso na face, encontrou seu filho, que perguntou: “Por onde você esteve, que está tão feliz?â€. E o velhinho respondeu: “Comi pastéis e tomei guaraná no parque, com Deus. Você sabe que Ele é bem mais jovem do que eu pensava?â€.
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by O Velho (por colaboração via email)
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A professora primária senhora Thompson, no seu primeiro dia de aula, colocou-se diante de seus alunos da 5ª série e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. Com o passar dos dias, no entanto, a professora Thompson percebeu que aquele seu comunicado era quase impossÃvel de ser praticado, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentira prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Nas primeiras semanas de cada ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em anos anteriores. A professora Thompson deixou a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu, foi grande a sua surpresa. A professora do 1º ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte: “Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nÃtidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto deleâ€. A professora do 2º ano escreveu: “Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem demonstrado muita preocupação com sua mãe, que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve ser muito difÃcilâ€.
Da professora do 3º ano constava a seguinte anotação: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-loâ€. A professora do 4º ano escreveu: “Teddy anda muito distraÃdo e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e, muitas vezes, dorme na sala de aulaâ€. A professora Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior quando se lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.
Lembrou-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira, na qual faltavam algumas pedras, e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas, ela disse que o presente era precioso, colocou a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Após as aulas, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola do que o costume. Lembrou-se também que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe. Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo. Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.
Com o passar do tempo, notou que o garoto melhorava visivelmente. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Teddy foi aprovado com as melhores notas da classe. Um ano mais tarde, a senhora Thompson recebeu uma carta em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida. Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy contando que havia concluÃdo o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notÃcias se repetiram, até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr Theodore Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.
Algum tempo depois, a professora Thompson recebeu outra carta em que Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: “Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferençaâ€. Mas ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou baixinho: “Você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheciâ€.
Eis aqui, amigos, o valor da atenção. O quanto é importante darmos um pouco mais de atenção às pessoas a quem amamos ou que se encontram do nosso lado, sem, no entanto, esquecer dos outros. A atenção, carinho e cuidado devem ser somados e nunca divididos. É preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma das pessoas.
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by O Velho (por colaboração via email)
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A todos os trabalhadores do planeta Terra:
Quando lhe disserem que seu trabalho não é profissional, lembre-se: a Arca de Noé foi construÃda por amadores; profissionais construÃram o Titanic… E não discuta, permaneça em silêncio, pois o silêncio é a melhor resposta quando se ouve uma besteira.
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by o Velho
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